Seis perguntas sobre o seu negócio. No fim você vê quanto cada real em anúncio volta pra você. O veredito aparece sem cadastro.
Google, Meta, qualquer plataforma paga. Isso muda como eu leio o seu caixa no fim.
Não precisa ser exato. O que mais saiu no último mês já serve.
Lista o que você mais vende e quantas vezes cada um saiu no mês passado. A quantidade importa: sem ela, um serviço caro que sai uma vez por mês puxa o número para cima e a conta inteira mente para o seu lado.
Isso assume que os serviços listados deixam mais ou menos a mesma sobra. Se um deles tem margem muito diferente dos outros, responda só pelo que mais sai, que é mais seguro.
O que sobra depois do custo direto de entregar, não o preço cheio. Material, produto e comissão saem daqui. Aluguel e salário fixo não contam.
Responde duas coisas e eu faço a conta. Pensa num atendimento só, do começo ao fim.
Não entra nesta conta: aluguel, luz, internet, seu pró-labore, salário de quem fica na recepção. Isso você paga tendo ou não tendo esse cliente.
Gente que nunca tinha comprado antes. Se varia muito, use a média dos últimos três meses.
Pega o total de atendimentos do mês passado e tira quem você reconhece como cliente antigo. O que sobra são os novos.
Sem sistema, o jeito rápido é olhar a agenda e contar os nomes que aparecem pela primeira vez. Uma semana já dá uma base: conta a semana e multiplica por quatro.
Erra para baixo se for chutar. Número inflado aqui faz a conta parecer melhor do que é, e é justamente isso que você não quer descobrir depois de gastar.
Só a verba que vai para a plataforma. Se você paga alguém para cuidar disso, esse valor entra na conta em outro lugar.
Contando a primeira compra. Se ele compra uma vez e some, é 1.
Pensa num cliente típico do ano passado. Ele voltou quantas vezes nos doze meses? Se metade volta uma vez e metade não volta, é 1,5.
Quem vende serviço com prazo definido costuma saber de cabeça: revisão a cada seis meses é 2, manutenção trimestral é 4, mas a conta trava em 3 de qualquer jeito.
Na dúvida, use o botão abaixo. Ele assume 1 e marca o resultado como conservador, que é o erro seguro de se cometer aqui.
A conta trava em 3 de propósito, para não inflar o resultado com uma projeção que ninguém garante.
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A linha vertical é o ponto de empate. A barra precisa cruzar ela.
Conforme a verba sobe, o retorno por real cai. Onde a curva cruza 1, a conta empata.
Cada linha abaixo é o valor que sozinho levaria a conta a empatar, mantendo todo o resto igual.
Nenhuma delas costuma resolver sozinha. Na prática se mexe em duas ao mesmo tempo, cada uma um pouco.
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Este comprovante é um retrato dos números que você digitou agora, não um contrato. Ele usa margem de contribuição e não faturamento bruto, porque o custo do anúncio sai em dinheiro real. O valor do cliente é limitado a três compras para não inflar o resultado. Ele mostra quanto volta, não quando volta.
O Google e o Facebook querem que você coloque mais dinheiro lá dentro. Com esse número, isso deixa de ser a mesma coisa que você vender mais.
Sou formado em engenharia de produção e hoje trabalho com tráfego pago. Antes de subir uma campanha, eu quero entender o negócio por trás dela, não só a meta de clique.
Rodo essa mesma conta com os meus clientes antes de propor qualquer anúncio. Quando ela não fecha, eu falo antes de gastar o seu dinheiro, mesmo que isso signifique não vender nada.
Não é uma reunião de vendas disfarçada de diagnóstico. Não é call para eu empurrar pacote de anúncio. Pode terminar comigo dizendo que ainda não é a hora.